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sábado, 8 de agosto de 2009

Antagonismo concomitante

Algo sobre uma conversa entre Mil e Lefantes:

Num “belo” dia de caos (hoje), Lefantes e eu conversávamos sobre nossas ojerizas com respeito à dinâmica da sociedade, falávamos também sobre a podridão dos humanos (inclusive nós mesmos) que anseiam o que não têm e desconsideram o que já dominam, a final, isso é quase que instintivo, e analisávamos nossas atitudes nas mais diversas situações de relacionamento.
Chegamos a conclusões. Uma delas é de que o humano, por si só, é repulsivo, é nojento! Além dessa, concluímos mais duas análises que, na real, vêm de um mesmo ponto.
A primeira dessas conclusões é sobre a felicidade proporcionada pela ignorância. Após muito confabular, vi que a ignorância nos priva não só do bom, mas também do ruim, ou seja, se eu não sei o ruim, eu não sinto o ruim e se não sinto o ruim, sou feliz. Então complementei pra descontrair: “eu queria ser um pássaro! Não sabe de nada e voa feliz pelos céus e pousa nas mais belas arvores e têm acesso à beleza peculiar das terras inacessíveis!”. Sem tempo pra rir ele logo atalhou (aqui a outra conclusão): “Mil, veja esse fato com mais cautela. De que adianta poder voar pelas mais belas paisagens se o pássaro com sua ignorância não tem capacidade pra ver isso como belo?”.
Fiquei feliz! Fazia tempo que não chegava a conclusões novas.
Acabei por concordar com meu amigo. O belo só é belo e faz bem pra aquele que têm capacidade suficiente de discernimento. Então, ser ignorante não é não saber do mal. É não saber de nada, inclusive que existe algo que nos faça emocionalmente bem – o que todo mundo busca.
Daí transpusemos esse fato pro cotidiano e concordamos na sua conseqüência: prefiro compreender o ensejo, decepcionar-me, combate-lo, protesta-lo, mas saber que tenho a capacidade de, contrariamente, orgulhar-me, aprova-lo, alegrar-me, ou seja, ser feliz.
A única dúvida, e causadora do caos desse dia foi: como ser mais feliz que triste compreendendo um ínfimo que seja sobre a sociedade e o que precisamos fazer pra termos uma vida boa?

PS: assim como nesse texto, a dicotomia antagônica é claramente presente nos nossos dias. Ora a satisfação, ora o desgosto e versa vice (hehe). O mal é relativo e só existe em nossas vidas por conta do modo como vivemos. E acho que posso afirmar isso sem medo: não há quem saiba viver sem o mal. Ou se sabe, ele(a) é muito discreto.

PS´: Salve Brunão! “Ta todo mundo dançando a nostalgia do verão!”